Gostava de ser diferente.
Saber viver só.
Não precisar de ninguém para ser alguém.
Procuro-me a cada instante, em qualquer canto…
e nunca me encontro.
Nada vejo.
E, a cada momento, desiludo-me.
Com ninguém em especial.
É mesmo comigo.
A eterna insatisfação de quem nada falta…
mas nada satisfaz.
Não vejo nada.
Qual criança pobre, sedenta de um conforto que nunca terá.
Qual velha, saudosa daquilo que nunca teve.

