terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Responsabilidades

(fevereiro de 2017)

A vida é feita de apegos e desapegos, e há que fazer escolhas.

O que foi ontem não é hoje, e o que é hoje poderá não ser amanhã. Estamos em permanente mudança, e isso faz parte da evolução de cada um de nós.

Somos o que somos e, sem mudar a nossa essência, podemos mudar de gostos, vontades… faz parte do crescimento individual.

Fazemos parte de um todo, de uma sociedade com regras, dogmas e imposições várias. Mas nada nem ninguém poderá impedir outro alguém de tentar encontrar o seu próprio caminho.

Ainda que, aos olhos dos outros, esse caminho não seja o melhor, cabe ao próprio decidir isso.

Cada um é dono de si, e a responsabilidade das suas escolhas cabe-lhe a si mesmo. Ninguém se deve sentir responsável por ninguém.

A partir do momento em que os pássaros aprendem a voar e a procurar a sua própria comida, são postos fora do ninho e levados a construir o seu próprio abrigo — cada um por si.

Proteger as “crias” em exagero, dando-lhes de comer em vez de as ensinar a pescar, é, na minha opinião, um dos piores erros que a sociedade atual comete.

Cuidado e preocupação, sim. Carregar filhos crescidos, capazes de fazer meninos, não.

Somos responsáveis pelos filhos enquanto menores. Ainda assim, também eles têm a sua personalidade — e, se não a têm, estará na hora de a estimular.

O mesmo digo em relação à preocupação pelos mais próximos. Por vezes há a tendência de decidir pelos outros coisas que só eles podem decidir.

Ninguém é responsável por ninguém. Repito: cada um deve decidir por si e para si.

Nada de esperar nada de ninguém.

Vamos lá ser responsáveis.




Sílvia Q. Sanches 07 Fevereiro 2017