quarta-feira, 16 de setembro de 2009

É bom sonhar!

Um dia sonhei que me tinha apaixonado. Daquelas paixões que ardem, queimam, desnudam… Foi um sonho tão lindo, tão profundo, que me recusava a acordar. Queria ser a Bela Adormecida e sonhar para o resto da vida, até que um príncipe encantado viesse tornar esse sonho realidade. Mas não existem paixões assim na vida real. Com muita pena minha, são histórias de encantar — apenas isso — para nos fazerem acreditar que somos alguém especial, ainda que só em sonho. É bom sonhar. Faz bem à alma. Corremos tanto nesta vida que nem nos damos conta de que nos esquecemos de amar — e de ser amados. Na correria do dia a dia colocamos o trabalho, a casa, os hobbies, até ideias estranhas, à frente do amor. E, quando se fala nele, lembramo-nos dos filhos — com toda a ternura que temos por eles. E esquecemo-nos de que, para existir esse amor materno, teve de haver outro antes: o amor de fazer um filho, o amor de o desejar, o amor de o gerar, o amor de o parir, o amor de o amamentar… Não será esse o verdadeiro amor? É. Sem dúvida que é. Mas ainda assim… é bom sonhar. Sonhar que existem amores como nas canções e na poesia — aqueles que nos fazem enamorar pelas coisas, pelas paisagens, pelos lugares… pela vida, de novo. É bom sonhar. Foi bom sonhar.

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