
Há dias tristes, em que não se gosta de nada… nem de ninguém.
Nem do próprio ser.
Coloca-se em causa a própria existência
e a forma como se vive.
Há dias em que o mundo desaba
e todas as luzes se apagam.
Dias de autêntica solidão.
Mas ninguém está só.
Existe sempre alguém com situações idênticas — e, quem sabe, piores.
Então, é nesse momento que se começa a vislumbrar uma luzinha.
Olha-se para uma criança na rua e sorri-se.
Aquela nuvem que passa, que gira… até parece uma girafa!
Passa aquela música na rádio que já não se ouvia há séculos — velhos tempos!
Passa-se por um campo repleto de margaridas… que bela fotografia daria!
Admira-se a imensidão do mar.
O abraço de um filho ao chegar a casa…
Retomam-se forças.
Levanta-se a cabeça.
Enche-se o peito de ar.
As luzes acendem-se.
Segue-se em frente.
A vida continua…
Sílvia Q. Sanches
2009
É, acho que sei do que vc está falando... É tudo tão doloridamente lindo, tão belo e louco!
ResponderEliminarTemos pouco tempo, é preciso encontrar força pro máximo de pequenas coisas que podemos viver e sentir!
Meus parabéns pelo espaço, pelo dom das palavras e por simplesmente existir!
Um abraço carinhoso da companheira que não tem pés na areia mas na terra (incompatibilidades geográficas...), e sua nova seguidora!
Inês.