Gosto de viajar.
Mas, não tendo suporte financeiro para grandes viagens, viajo no mais profundo do meu ser — enquanto contemplo o mar ou leio um livro.
Na verdade, ler é, talvez, uma das viagens mais belas e pacíficas que se podem fazer.
Sem as complicações dos transportes, das bagagens, dos documentos…
Para mim, são viagens que ficam para a vida.
Lendo, posso viajar no tempo e viver vidas que jamais ousaria viver.
É bom viajar — ainda que espiritualmente — conhecer outras culturas, histórias magníficas, pessoas extraordinárias.
Sem fotografias, filmes ou lembranças materiais…
mas com imagens, sentimentos e sensações que jamais ninguém poderá sentir da mesma forma.
Guardadas no mais profundo do meu ser — na minha essência, na minha alma — levarei sempre comigo as pequenas recordações das minhas grandes viagens.
Um dia, quando morrer, quero ser cremada.
Quero ser espalhada por todos os lugares que me encantam.
Quero que me espalhem por aí.
Perpetuar-me em muitos lugares é um sonho antigo.
Quero voar com o vento…
e conhecer o mundo.
Sílvia Q. Sanches
2010
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