Esta vida passa num instante.
Passa tão depressa que nem nos damos conta de que envelhecemos sem gozarmos o melhor que temos — as coisas simples da vida.
Trabalhamos para atingir e manter o que a sociedade nos impõe e nunca chegamos a alcançar o que realmente procuramos: a verdadeira felicidade.
Trabalha-se uma vida inteira em nome de uma carreira, de uma família, de um carro, de uma casa, de um status…
E o que se consegue?
Felicidade?
Não me parece que felicidade seja só isso.
Temos de nos sentir bem connosco próprios — só assim poderemos encontrar disposição para a verdadeira felicidade.
Levantamo-nos a correr — e os filhos também.
Vestimo-nos a correr — e eles também.
Comemos a correr, quando comemos.
Vamos a correr pôr os filhos à escola, despedimo-nos deles a correr.
Seguimos para o trabalho a correr.
Trabalhamos a correr.
Almoçamos a correr.
A tarde passa a correr.
Voltamos a correr para ir buscar os meninos, porque ainda temos de ir comprar qualquer coisa para o jantar — a correr — e fazê-lo também a correr.
Ir para a escola, a correr, comendo qualquer coisa pelo caminho.
E depois, um serão que passa a correr, com matéria dada a correr…
Voltamos para casa e dormimos a correr,
para no dia seguinte acordar a correr
e recomeçar a corrida do dia a dia.
Será isto que andamos à procura?
Para quê procurar ter mais e mais?
Não estará a felicidade na simplicidade da vida?
Na simplicidade das coisas… e das pessoas?
Mais uma semana passou.
Já é sexta-feira.
E já estamos quase no Natal, outra vez.
Mais um ano… quase passado.
Sabes amiga, esta Sereia sai duma pessoa tão normal como o cumum dos mortais, reve-se neste teu texto ponto por ponto.
ResponderEliminarPara sair da tal rotina, para tentar ser feliz, brinca nos blogues.
um beijo