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quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

O desporto nacional

Oh, artistas!

É impressionante a quantidade de argumentistas populares que este país tem.

Assim como existem “olheiros” para descobrir estrelas do futebol e concursos de talentos para as mais variadas formas de arte, deveria criar-se um programa para descobrir os talentosos argumentistas especializados na vida alheia.

Melhor ainda…

Se o governo taxar esse tipo de argumentações que tanto entretêm a opinião geral, acabam-se os buracos nos cofres do Estado num abrir e fechar de olhos.

quinta-feira, 9 de março de 2017

Tendências

(Março de 2017)

A sociedade rege-se por tendências.

Somos seres sociais e são poucos os que conseguem manter ideias próprias o tempo todo.
Penso até que ninguém.

Há sempre um momento em que seguimos uma ou outra tendência, ditada por alguém influente ou nascida de um conjunto de situações que acabam por se transformar em moda dentro de determinado grupo.

Veja-se uma das comparações mais curiosas que ouvi nos últimos tempos:

“A homossexualidade é uma moda tal e qual como o sushi. Agora toda a gente quer experimentar: uns adoram, outros odeiam.”

Esta analogia fez algum sentido para mim.

Este discurso pode ser considerado tendencioso ou discriminatório, mas é apenas a minha forma de pensar.

Conheço alguns homossexuais que respeito e de quem sou amiga. No entanto, também observo uma tendência cada vez mais visível de alguns jovens assumirem posições apenas porque é moderno ou porque socialmente é mais aceite experimentar.

Vejo jovens casais de lésbicas, miúdas da escola do meu filho que não se assumem como tal, mas como bissexuais. Têm todo o direito de experimentar, claro, mas muitas vezes parece-me que ainda não sabem bem o que querem para assumir aquilo que quer que seja.

Da mesma forma que o sushi se tornou quase obrigatório num jantar entre amigos — nem que seja para provar uma vez na vida porque é moda — mesmo quem não gosta acaba por sentir a pressão de gostar.

Quase como se a tendência nos empurrasse para uma direção, apenas para não ficarmos de fora.

Perdoem-me os meus amigos e amigas homossexuais.
Perdoem-me também os que gostam de sushi, tal como eu.

Mas a verdade é que, por muito que rejeitemos ser comandados e por muito que defendamos ter ideias próprias, muitas vezes acabamos por não passar de meros carneiros a seguir o rebanho.






quinta-feira, 30 de junho de 2016

Ovelha Negra

(Junho de 2016) Num dia em que o país pára em frente aos televisores de fundo verde, numa embriaguez cega e desmedida de patriotismo futebolístico, perco-me por um deserto imenso, despovoado. Antipatriota, antinacionalista ou qualquer outro adjetivo que me queiram atribuir… anti-carneirismo, anti-social, individualista, apátrida… aqui estou eu. Apátrida pode ser um pouco forte, mas define bem este desligar das tradições, das normas sociais e políticas. Este fugir das convenções e dos dogmas, seguindo apenas uma vontade própria. Partir sem pátria, família ou qualquer outro tipo de âncora e ser o que quero, o que penso, o que entendo por existir. Ovelha negra? Talvez. Recuso gritar golo quando todos se levantam extasiados com um qualquer remate à baliza. Desconheço regras e táticas de jogo e qualquer tipo de termo futebolístico. Não conheço nomes e, de equipas, nem quero saber. Demonstrações de força e poder, para mim, não passam de rituais primatas que apenas se foram moldando à “evolução”, mas cuja essência continua a mesma. Falaria agora de tanta coisa em torno destas “batalhas campais”, capaz até de tropeçar nas minhas próprias ideias e contradizer-me… A verdade é esta: sou do contra. Anti-futebol. E hoje estou sozinha nesta minha luta. Sílvia Q. Sanches