Mas que desilusão!
Há dias resolvi voltar à Praia da Foz, depois de uma pausa de anos. Passei lá a minha infância e juventude e muitas e boas recordações guardo comigo.
Desiludi-me com o que vi.
Aquela que era a minha segunda casa — ou melhor, o meu segundo recreio —, com um areal imenso e uma água transparente, não passa agora de uma praia cheia de gente, suja e malcheirosa.
Ou tive azar no dia que escolhi para voltar à minha praia, ou os governantes locais estão a esquecer-se de manter o bem que temos.
Se o nosso futuro é o turismo, o melhor não é apenas pensar em construir hotéis e campos de golfe. A praia é tão ou mais importante, e mantê-la aprazível aos olhos de todos não é mais do que um simples gesto de bom gosto.
Afinal, temos uma lagoa tão bonita… porque não cuidar dela?
Não me apetecia desiludir-me mais com o local onde cresci tão saudavelmente. Adoraria poder voltar a caminhar sobre um areal limpo como era há vinte anos.
Será possível… ou utopia minha?
Sílvia Q. Sanches
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