quarta-feira, 16 de setembro de 2009

A praia da minha infancia


Mas que desilusão!

Há dias resolvi voltar à Praia da Foz, depois de uma pausa de anos. Passei lá a minha infância e juventude e muitas e boas recordações guardo comigo.

Desiludi-me com o que vi.

Aquela que era a minha segunda casa — ou melhor, o meu segundo recreio —, com um areal imenso e uma água transparente, não passa agora de uma praia cheia de gente, suja e malcheirosa.

Ou tive azar no dia que escolhi para voltar à minha praia, ou os governantes locais estão a esquecer-se de manter o bem que temos.

Se o nosso futuro é o turismo, o melhor não é apenas pensar em construir hotéis e campos de golfe. A praia é tão ou mais importante, e mantê-la aprazível aos olhos de todos não é mais do que um simples gesto de bom gosto.

Afinal, temos uma lagoa tão bonita… porque não cuidar dela?

Não me apetecia desiludir-me mais com o local onde cresci tão saudavelmente. Adoraria poder voltar a caminhar sobre um areal limpo como era há vinte anos.

Será possível… ou utopia minha?

Sílvia Q. Sanches

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