Rosalinda — Peniche, 1976.
A central nuclear não avançou.
Ainda bem.
No lugar, floresceu um empreendimento de luxo com campos de golfe.
Outra forma de toxicidade.
Preservou-se o mar,
alterou-se a paisagem,
encheram-se carteiras
e ocupam-se uns quantos ex-pescadores.
A Rosalinda cresceu, formou-se, emigrou e casou com um inglês.
Voltou de férias.
Veio ver o mar…
aprender a surfar.
Sílvia Q. Sanches
Agosto de 2014
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