sábado, 23 de janeiro de 2021

Escrevendo a vida.

Viver é como escrever.

Escrever as linhas da vida sem borracha, sem “delete”.

Usar palavras simples, mas com sentido.

Na escrita, como na vida, a simplicidade é o ideal.

Nem sempre sei quando usar a vírgula ou o ponto final.

Pontuar é necessário. Devemos marcar as pausas, os momentos de reflexão, respirar, analisar…

Necessito, tal como nas palavras, de sinalizar sentimentos.

Sentir a vida de uma forma simples: abraços que envolvem, silêncios que respeitam, alegrias que contagiam, olhares que acariciam…

Complicar para quê?

O que se procura é aliviar o peso das obrigações, fazer levitar a alma, abrir asas e voar.

Grandes momentos surgem em pequenas coisas — e perduram.

Saber captar dos momentos o que realmente merece ser vivido, aprimorando a arte de saber viver.

Há textos grandes, outros mais curtos, outros que se começam e nunca se terminam.

Com frases e palavras mais ou menos complexas, as histórias vão seguindo o seu rumo no sentido que se quer, na constante busca da felicidade.

A vida dura o que dura. Para uns é eterna, para outros demasiado curta.

Mas o que se leva é a intensidade dos momentos — e é nisso que nos devemos focar.

 

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