terça-feira, 29 de setembro de 2009

Os direitos Humanos


A uns meses atrás andei a coleccionar pacotes de açúcar da Delta cafés. Vinham lembrar-nos dos direitos humanos e eu achei muito interessante.
Dos que consegui guardar vou publicar e comentar:

* Ninguém pode sofrer intromissões sem razão na sua vida privada, na sua família, no seu domicílio ou na sua correspondência, nem ataques à sua honra e reputação. (pois isto é o que mais acontece! O que mais falta aí é gente a intrometer-se nas nossas vidas e a violar a nossa privacidade!)

* Ninguém pode ser obrigado a fazer parte de uma associação. (Pois claro, era o que mais faltava!)

* Toda a pessoa tem o direito a propriedade. (lol, de preferência uma das grandes no Alentejo)

* Toda a pessoa tem o direito a um nível de vida suficiente para lhe assegurar a si e a sua família a saúde e o bem-estar. (então e porque é que nem todos temos isso?)

* Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. (É mesmo isso que vemos todos os dias, não é? :P)

* Toda a pessoa tem o direito de tomar parte livremente na vida cultural da comunidade e participar activamente no progresso científico. (isso se nos deixassem!)

* Toda a pessoa acusada presume-se inocente até que a sua culpa fique legalmente provada. (pena que a justiça seja tão lenta)

* Todos têm direito, sem descriminação alguma, a salário igual por trabalho igual. (lol, lol, é mesmo assim que acontece, não é?)

* Toda a pessoa, como membro da sociedade, tem direito à segurança social. (Yah! Vê-se!)

* Toda a pessoa tem o direito a abandonar o país em que se encontra, incluindo o seu, e o direito de regressar ao seu país.•
* Toda a pessoa sujeita a perseguição tem direito de procurar asilo noutros países.

* Toda a pessoa tem direito de circular livremente e escolher a sua residência no interior de um estado. (se me deixassem!!!)

* Todos têm direito de casar e constituir família. No casamento ambos os cônjuges têm direitos iguais. (Pois, Pois, Pois!)

* Toda a pessoa tem direito de acesso, em condições de igualdade, às funções públicas do país. (De preferência se tiver padrinhos, claro!)

* Os pais têm direito a escolher o tipo de educação que querem dar aos filhos. (então porque é que os outros se metem tanto?)

* Todos os seres humanos podem invocar os direitos e as liberdades proclamados na Declaração Universal dos Direitos do Homem, sem distinção alguma. (Direitos do Homem, pois! Não da mulher!:(!)

* Nenhuma sociedade, nenhum ser humano, em nenhuma parte do mundo, pode permitir-se destruir os direitos descritos na Declaração Universal dos direitos do homem. (Pois claro! Mas isso não acontece)


Pena que todos estes direitos não passem de utopias, não saiam do papel, porque a nossa realidade, infelizmente é outra: Olho por olho, dente por dente!

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Politiquices

Uma vez tive uma acesa discussão com um amigo, via SMS, por causa da política.

Ele acusava o Sócrates e toda a classe política por todas as nossas desgraças, mas eu discordei.

Entrámos então num autêntico debate político.

Ele lamentava que, por causa do Sócrates, este país estivesse como está.
Eu, sem querer defender o primeiro, dizia que ele não tinha culpa de tudo, porque o problema não é de agora.

Depois já falava do Soares e do que o Sr. poderia ter roubado ao Estado para a sua fortuna pessoal… e blá, blá, blá…

Eu respondi — e responderia de novo, porque é esta a minha opinião sobre o estado da política atual — que o maior problema não está nos políticos, mas em nós.

No povinho tuga.

Sabemos lamentar-nos e criticar os outros, mas não arregaçamos as mangas para lutar por um futuro melhor. Perdemos tempo a olhar para os erros alheios e, em vez de aprender com eles, limitamo-nos a dizer mal.

Assim não vamos longe.

Estamos sempre à espera de subsídios, donativos, esmolas… mas fazer algo para deixar de depender disso — não se faz.

Caramba!

Está bem que a classe política não cumpre como devia.
Mas… quem os elegeu?

Queríamos gente mais capaz?

Então, quando os nossos pais lutaram pelo 25 de Abril e conquistaram a liberdade política, cabia-nos continuar essa luta — participar, cuidar, valorizar essa conquista.

Mas não.

Agimos como quem recebe uma herança sem saber o seu valor…
e a estoura em pouco tempo.

É triste pensar nisto, porque, olhando para trás, vejo que — tal como muitos outros — também eu pouco fiz. Entrei no jogo do “faz como vês fazer”.

Mas está errado.

Deram-nos uma herança.
Devíamos saber geri-la.

Nada de lamentos fadados.
Nada de críticas destrutivas.

Comecemos por nos valorizar a nós próprios — e, por consequência, o nosso meio.

Será assim tão difícil voltar a acreditar que somos uma grande nação?

Por isso, hoje fui votar.

Não sei se bem…
mas votei.

E isso já é alguma coisa.

Agora, só tenho pena de que até para debater política com um amigo já seja por SMS — e eu também me juntei a isso.

Cada vez nos encontramos menos pessoalmente.

Tenho saudades de estar com o pessoal — de dar murros na mesa, de ver as expressões, de rir das nossas próprias patetices, de beber um copo juntos.

Andamos muito virtuais.

Um dia destes, nem para dormir com alguém vai ser preciso…
fazemos como num filme do Woody Allen: ligam-se uns fios à cabeça, entra-se numa cabine tipo duche e, passados cinco minutos, sai-se de lá satisfeito!

Já estamos quase assim…

domingo, 27 de setembro de 2009

Dia de eleições

Recordo da infância que em dia de eleições a família se unia bem cedinho, todos bem aperaltados, e rumava a escola secundária para religiosamente votar. Lembro-me de ver os meus avós muito convictos do seu dever cívico. Eu, pequenita, vivia aquele entusiasmo dos adultos como se percebesse muito do que se passava. Depois de depositados os papelinhos mágicos naquelas caixas negras que se assemelhavam a mealheiros gigantes seguia-se, como que gratificação, um belo passeio em família com direito a almoço num qualquer restaurante num qualquer destino, de preferência, junto ao mar. Era giro! Afinal para uma criança que de política pouco percebe o mais importante era realmente o passeio.
Hoje já não se vai votar em bloco, cada um vai por si e já não se vai passear nem almoçar fora mas, constatei, com certa piada, que voltei a viver aquele ambiente de convicção no dever cívico de uma freguesia (quase) inteira em romaria aquela escola. Agora como votante e mãe imagino que daqui a uns aninhos o meu pequeno futuro eleitor, recorde a maneira dele um dia tão, carismático como o dia em que o povo ainda tem alguma oportunidade de escolha.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Golfe & Caldo Verde


Li recentemente numa revista: “Golfe português no top mundial. Portugal é um dos melhores destinos mundiais de golfe”, refere o gotravelinsurance.co.uk.

Citando a Association of Independent Tour Operators (Aito), o site afirma:
“O Algarve tem uma das maiores concentrações de campos de alta qualidade da Europa.”

Aconselha-se ainda uma visita aos campos do Estoril e Sintra.

Oh, meus amigos!… Isto é um gozo à malta!

Está bem que temos de nos virar para o turismo.

Mas para quê o golfe?

Para quê campos relvados a perder de vista se nem as cabrinhas lá podem pastar, sujeitas a levar com uma bolada nos cornos?

Ponham mas é essa malta dos tacos com uma enxada na mão a fazer algo de positivo pela crise mundial na agricultura!

Se continuam a fazer campos de golfe desta maneira, e os campos de cultivo cada vez menos trabalhados, qualquer dia temos mesmo de comer a relva cortadinha dos campos de golfe.

E olhem que já será muito bom…

Sempre passa bem por caldo verde!

Sílvia Q. Sanches




Do golfe ao caldo verde

Li, a uns temos, numa revista de domingo do correio da manhã:" Golfe português no top mundial. "Portugal é um dos melhores destinos mundiais de golfe", refere o gotravelinsurance.co.uk. Citando a Association of Independent Tour Operators (Aito), o site afirma: " O Algarve tem uma das maiores concentrações de campos de alta qualidade da Europa".
Aconselha-se uma visita aos campos do Estoril e Sintra."

Oh meus amigos!... Isto é um gozo a malta! Esta bem que temos de nos virar para o turismo.
Mas para quê o golfe?
Para quê campos relvados a perder de vista se nem as cabrinhas lá podem pastar sujeitas a levar com uma bolada nos "cornos".
Ponham mas é essa malta dos tacos com uma enxada na mão a fazer algo de positivo pela crise mundial na agricultura.
Se continuam a fazer campos de golfe desta maneira, e os campos de cultivo cada vez menos trabalhados qualquer dia temos mesmo de comer a relva cortadinha dos campos de golfe.
E olhem que já será muito bom, sempre passa bem por caldo verde!

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

É preciso coerência...

Um dia destes chamaram-me a atenção para a coerência.
Que é preciso coerência nos actos e no que se diz, e que eu por vezes sou incoerente.
Fiquei a pensar nisso até hoje e resolvi "esmiuçar" a palavra coerência para ver se entendia bem a acusação que em tudo me parecia injusta.

Comecei por ver no dicionário que diz: Coerência 1 Ligação ou harmonia entre dois factos ou duas ideias; lógica; conexão; 2 regularidade no modo de agir, de sentir, etc. * Coerência textual propriedade de um texto que garante a sua unidade global e que depende tanto da intencionalidade do autor/locutor como da capacidade e das estratégias interpretativas do leitor/receptor.

Coerênte aquele que age com coerência.

Bem, vamos lá ver então se sou coerente neste meu pensamento.
*Dois factos, duas situações idênticas e a mesma forma de pensar (objectivo: não querer guerras e provocações) é ser incoerente?
*Deixar sempre claro que não gosto que me manipulem é não ser coerente?
*Saltar de uma situação que só iria provocar dor e sofrimento a muita gente, especialmente aos que mais se preza, é não ter coerência?
Pois de facto se calhar não fui realmente coerente comigo própria quando acreditei que podia transformar uma ilusão numa realidade e quando me deixei levar por mentes argutas que me toldaram temporariamente a minha verdadeira essência.
Posso não ser coerente em tudo o que penso ou faço, mas no meu entender, mudar de opinião em relação a um determinado assunto não é ter falta de coerência, é simplesmente evoluir, ou então a ciência e até a língua com que nos expressamos seriam igualmente incoerentes, ou estarei eu a cometer uma incoerência com esta minha linha de pensamento?
Há uma coisa de que me orgulho de ser mesmo coerente, é o facto de ser um espírito livre e não deixar que me privem de pensar como penso. Sou complexa, é certo, mas quem me conhece verdadeiramente sabe que o que eu procuro é amizades sem qualquer interesse e em que a harmonia contagie todos quanto me rodeiam sem qualquer esforço.

Sou uma lírica, eu sei! Se isso é ser incoerente então eu sou.

Mas o que é preciso é ser coerente, de preferência com nós próprios e com os que queremos ver bem.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

É bom sonhar!

Um dia sonhei que me tinha apaixonado. Daquelas paixões que ardem, queimam, desnudam… Foi um sonho tão lindo, tão profundo, que me recusava a acordar. Queria ser a Bela Adormecida e sonhar para o resto da vida, até que um príncipe encantado viesse tornar esse sonho realidade. Mas não existem paixões assim na vida real. Com muita pena minha, são histórias de encantar — apenas isso — para nos fazerem acreditar que somos alguém especial, ainda que só em sonho. É bom sonhar. Faz bem à alma. Corremos tanto nesta vida que nem nos damos conta de que nos esquecemos de amar — e de ser amados. Na correria do dia a dia colocamos o trabalho, a casa, os hobbies, até ideias estranhas, à frente do amor. E, quando se fala nele, lembramo-nos dos filhos — com toda a ternura que temos por eles. E esquecemo-nos de que, para existir esse amor materno, teve de haver outro antes: o amor de fazer um filho, o amor de o desejar, o amor de o gerar, o amor de o parir, o amor de o amamentar… Não será esse o verdadeiro amor? É. Sem dúvida que é. Mas ainda assim… é bom sonhar. Sonhar que existem amores como nas canções e na poesia — aqueles que nos fazem enamorar pelas coisas, pelas paisagens, pelos lugares… pela vida, de novo. É bom sonhar. Foi bom sonhar.

Pensar o Amor


Desde miúdos que ouvimos histórias de encantar, com magia e reinos de fantasia.
Crescemos a sonhar e a imaginarmo-nos príncipes e princesas de um mundo em que o amor triunfa para sempre.
Depois, quando crescemos, constatamos que, as vezes, o amor não é bem assim como imaginámos.
A vida torna-se cinzenta e ecoa na nossa mente o pensamento: " não foi isto que eu sonhei para mim".
Com essa realidade transformamo-nos por dentro e aprendemos a lidar com todo o tipo de emoções e sentimentos, num repertório mental alargado de esquemas e respostas.
Mas como é que o nosso olhar muda e de que forma passamos a acreditar ou não no "era uma vez"? No nosso "faz-de-conta", como se esboçam os nossos sonhos? Vale a pena?
Há frases que nos ficam na memória.
Um dia destes ouvi alguém dizer: " ter sorte dá muito trabalho".
Diz-se que a sorte tem a ver com o destino. Que temos mais ou menos sorte devido a algo que não conseguimos bem definir e que passa pela crença ou fé.
Pois eu sou da opinião de que a sorte desenha-se e constrói-se. Ter sorte ao amor, por exemplo, não vem só do acaso ou circunstâncias, mas passa igualmente por factores que nos envolvem, mesmo de forma inconsciente.
O caminho da sorte poderá ser escolhido em consciência, de forma mais intuitiva ou racional. Ter sorte aprende-se.
O amor define-nos, na intimidade de ser e de estar. O amor que se vive ao longo da vida, de várias formas, umas mais suaves outras mais intensas, é parte significativa do nosso auto-conhecimento. Sempre com a necessidade de sermos especiais.
Por outro lado, aquilo que somos define a nossa forma de amar, as relações de afecto que estabelecemos, quem procuramos ou quem queremos.
A forma como reconhecemos os nossos próprios sentimentos e sentimos os dos outros nos diferentes contextos e situações permite-nos o crescimento interior e o desenvolvimento da arte de ser feliz com alguém.
As vezes, temos medo de amar e ainda bem. O medo traz-nos a coragem para crescer e continuar a aprender a amar.
A maior parte das vezes, carregamos a nossa relação com problemas, com antecipações de maus cenários, com exigências, com dúvidas, com desconfiança, asfixia da nossa própria felicidade e capacidade de amar.
Aí temos de pensar o amor.
A vida a dois e seus projectos e sonhos envolve dificuldades que têm de ser percepcionadas e reflectidas com desafios a dois, e é isso que fortalece uma relação.
Pensar o amor é também termos consciência daqueles pensamentos que nos assolam vezes sem conta, do tipo: "não consigo ser feliz com ninguém", "afasto todos quanto me rodeiam", "não tenho sorte nenhuma", "ninguém me entende" .
Temos de mandar estes pensamentos para trás das costas e abrir as portas a um amor consciente e mais livre, com espaço para a aceitação e para o aqui e agora.
Temos tendência a complicar aquilo que, no fundo, é tão simples.
Se aprendermos novas formas de relação e ambicionar a simplicidade no amor, implica uma constante mudança começando do zero todos os dias.
Hoje em dia, somos rodeados de informação, real ou virtual, que nos deixa muitas vezes, de forma paradoxal, um vazio na alma.
Descomplicar é o segredo.
O amor com ingredientes de paixão e de amizade, está integrado nas nossas vidas, Faz parte da nossa essência.
Afinal, o amor é para sempre e é possível aprender a amar. Descomplicadamente...

Venerando a Lua


Quando olho a lua penso:
Tão bela que ela é!
Majestosa.
Quando cheia, é magnifica, linda, iluminada.
Faz-me sonhar.
A sua luz é prata.
O seu luar
Lembra um tapete de diamantes sobre um manto azul reflectido nas águas.
Muitos a veneram.
Influencia toda a vida na terra.
Toda a vida da terra depende deste astro.
Porquê?
Se a lua não tem vida.
Não tem luz própria.
É simplesmente um espelho frio reflectindo a luz solar.
Sua beleza é roubada ao sol.
Vive na sombra.
Esconde-se atrás da terra.
É apenas um rochedo imenso que se vem afastando da sua rota.
Porquê?
Porque tantos a admiram?
Porque tantos lá querem chegar?
Tão poucos lá chegam…
A lua
Fria
Sem vida
Mexe com a vida 
Aquece almas
Faz sonhar
Eu amo a lua!


Sílvia Q. Sanches 2009

A praia da minha infancia


Mas que desilusão!

Há dias resolvi voltar à Praia da Foz, depois de uma pausa de anos. Passei lá a minha infância e juventude e muitas e boas recordações guardo comigo.

Desiludi-me com o que vi.

Aquela que era a minha segunda casa — ou melhor, o meu segundo recreio —, com um areal imenso e uma água transparente, não passa agora de uma praia cheia de gente, suja e malcheirosa.

Ou tive azar no dia que escolhi para voltar à minha praia, ou os governantes locais estão a esquecer-se de manter o bem que temos.

Se o nosso futuro é o turismo, o melhor não é apenas pensar em construir hotéis e campos de golfe. A praia é tão ou mais importante, e mantê-la aprazível aos olhos de todos não é mais do que um simples gesto de bom gosto.

Afinal, temos uma lagoa tão bonita… porque não cuidar dela?

Não me apetecia desiludir-me mais com o local onde cresci tão saudavelmente. Adoraria poder voltar a caminhar sobre um areal limpo como era há vinte anos.

Será possível… ou utopia minha?

Sílvia Q. Sanches

De pés na areia


Caminhando sobre a areia flutua-se num plano mais alto.

Soltam-se amarras ao descalçar os sapatos. Cabelo ao vento. Um arrepio agradável.

É nesses momentos que se juntam, como num puzzle, os episódios soltos da vida.

Reflete-se no que é bom, no que não vale a pena e no que nunca se deveria ter feito, mas que afinal até serviu de lição. Pensa-se no que de bom se tem e no que se pode melhorar amanhã.

Na areia soltam-se as energias negativas em cada pegada que fica para trás e, ao vento, chamam-se todos os nomes que se gostaria de chamar a tanta gente. Ele não se zanga… e a alma fica leve.

Chega-se à praia com toneladas na cabeça e, pouco a pouco, começa-se a ouvir o mar, a brisa, as gaivotas, os próprios passos, a própria respiração.

É aí que se sente o quanto é bom andar de pés na areia.

Sílvia Q. Sanches
2009