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sexta-feira, 20 de agosto de 2021

Liberdade em sociedade

Tenho lido vários trechos num livro sobre a evolução da economia na sociedade. Abordam a importância da individualidade e da liberdade intelectual, tanto a nível laboral como religioso — que, quer se queira quer não, também é uma forma de economia e de organização.

Durante séculos, sobretudo na Idade Média, o pensamento do homem foi muitas vezes conduzido por manuais, doutrinas e estruturas rígidas de fé. Quando levadas ao extremo, essas formas de organização tendem a toldar o pensamento individual, limitando a capacidade de questionar e de criar.

A liberdade de pensamento nasce muitas vezes quando deixamos de seguir manuais — e começamos a fazer perguntas.

Com a evolução do feudalismo para o burguesismo, o homem foi recuperando, pouco a pouco, a capacidade de pensar por si e de procurar realização no seu próprio trabalho e nas suas escolhas.

Daí a presença cada vez maior da valorização pessoal e científica, bem como a criação de pequenos negócios que se destacam pela não submissão a regras e ideias escravagistas de uma sociedade capitalista industrializada.

Somos todos, de alguma forma, escravos do dinheiro e da sociedade, e disso é difícil fugir.

Há sempre a necessidade de liberdade de pensamento num misto de necessidade de aceitação.

Viver em sociedade e ser livre é uma utopia, mas é bom acreditar que isso existe.

Pelo menos sonhamos.
E lutamos.
Vivemos.

Somos humanos, somos diferentes uns dos outros e temos de nos aceitar mutuamente.

Estaria aqui a divagar sobre o que penso do viver em sociedade, mas não teria fim.

Fica apenas este pensamento.