Tenho lido vários trechos num livro sobre a evolução da economia na sociedade. Abordam a importância da individualidade e da liberdade intelectual, tanto a nível laboral como religioso — que, quer se queira quer não, também é uma forma de economia e de organização.
Durante séculos, sobretudo na Idade Média, o pensamento do homem foi muitas vezes conduzido por manuais, doutrinas e estruturas rígidas de fé. Quando levadas ao extremo, essas formas de organização tendem a toldar o pensamento individual, limitando a capacidade de questionar e de criar.
A liberdade de pensamento nasce muitas vezes quando deixamos de seguir manuais — e começamos a fazer perguntas.
Com a evolução do feudalismo para o burguesismo, o homem foi recuperando, pouco a pouco, a capacidade de pensar por si e de procurar realização no seu próprio trabalho e nas suas escolhas.
Daí a presença cada vez maior da valorização pessoal e científica, bem como a criação de pequenos negócios que se destacam pela não submissão a regras e ideias escravagistas de uma sociedade capitalista industrializada.
Somos todos, de alguma forma, escravos do dinheiro e da sociedade, e disso é difícil fugir.
Há sempre a necessidade de liberdade de pensamento num misto de necessidade de aceitação.
Viver em sociedade e ser livre é uma utopia, mas é bom acreditar que isso existe.
Pelo menos sonhamos.
E lutamos.
Vivemos.
Somos humanos, somos diferentes uns dos outros e temos de nos aceitar mutuamente.
Estaria aqui a divagar sobre o que penso do viver em sociedade, mas não teria fim.
Fica apenas este pensamento.