Com os pés na areia surgem duvidas, reflexões, ideias... como grãos de areia. Sobre a areia viajo para onde a imaginação me leva. De pés na areia mantenho-me de pé... Caminho à beira deste mar, medito, escrevo e partilho ideias. Assim me vou descobrindo.
segunda-feira, 30 de março de 2015
domingo, 29 de março de 2015
sábado, 14 de março de 2015
Sair de cena
A longa-metragem, tipicamente portuguesa, corre o risco de se tornar uma infinita metragem, com cenas demasiadamente longas e falas à medida do curto orçamento.
A monótona e sensaborona história pode até ser considerada uma obra de arte.
Alguns aplaudem, outros copiam… há até quem inveje o que julga ver.
Na verdade, ninguém assiste à totalidade do filme.
Tornou-se socialmente correto apreciar histórias longas, cada vez mais raras. O que escasseia torna-se valioso aos olhos da sociedade, mesmo que a história seja incompreensível.
As expectativas elevam-se, o realizador perde a imaginação, ao guionista faltam as palavras e o elenco perde a cumplicidade.
A película não comporta muito mais e há que acabar com a história.
O dilema é como acabar.
Queima-se viva a protagonista, desvendando-lhe os atos de bruxaria?
Enviá-la para o desterro, deserdada de tudo e de todos?
Morrerá heroicamente numa batalha campal ou partirá numa fuga inglória, desaparecendo na neblina para todo o sempre?
O público já dorme, aguardando um final feliz…
Mas há que chocar, marcar pela diferença e sair de cena sem perder o protagonismo.
Sílvia Q. Sanches
Março de 2015


