Viver é como escrever.
Escrever as linhas da vida sem borracha, sem “delete”.
Usar palavras simples, mas com sentido.
Na escrita, como na vida, a simplicidade é o ideal.
Nem sempre sei quando usar a vírgula ou o ponto final.
Pontuar é necessário. Devemos marcar as pausas, os momentos de reflexão, respirar, analisar…
Necessito, tal como nas palavras, de sinalizar sentimentos.
Sentir a vida de uma forma simples: abraços que envolvem, silêncios que respeitam, alegrias que contagiam, olhares que acariciam…
Complicar para quê?
O que se procura é aliviar o peso das obrigações, fazer levitar a alma, abrir asas e voar.
Grandes momentos surgem em pequenas coisas — e perduram.
Saber captar dos momentos o que realmente merece ser vivido, aprimorando a arte de saber viver.
Há textos grandes, outros mais curtos, outros que se começam e nunca se terminam.
Com frases e palavras mais ou menos complexas, as histórias vão seguindo o seu rumo no sentido que se quer, na constante busca da felicidade.
A vida dura o que dura. Para uns é eterna, para outros demasiado curta.
Mas o que se leva é a intensidade dos momentos — e é nisso que nos devemos focar.