Com os pés na areia surgem duvidas, reflexões, ideias... como grãos de areia. Sobre a areia viajo para onde a imaginação me leva. De pés na areia mantenho-me de pé... Caminho à beira deste mar, medito, escrevo e partilho ideias. Assim me vou descobrindo.
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016
sábado, 30 de janeiro de 2016
sexta-feira, 29 de janeiro de 2016
domingo, 24 de janeiro de 2016
Anular
"Anular", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://www.priberam.pt/dlpo/Anular [consultado em 24-01-2016].
Neutralização
Acto ou efeito de neutralizar.
1. Tornar neutral.2. Extinguir (em certos corpos) propriedade (pela acção de outros).3. Anular.4. Tornar inofensivo ou inactivo .
"neutralização", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://www.priberam.pt/dlpo/neutraliza%C3%A7%C3%A3o [consultado em 24-01-2016].
quinta-feira, 21 de janeiro de 2016
quarta-feira, 13 de janeiro de 2016
O estranho caso do Ser e do Ter
Unidos à nascença.
Amigos inseparáveis.
Ser, filho pródigo de boas famílias, amado e superprotegido, porém inseguro, medroso, libertino e mal compreendido pela sociedade.
Ter, quase nado-morto, reanimado no último momento, de condição humilde, habituado a transformar fraquezas em forças, conquistador de pequenas batalhas, bem aceite socialmente.
Não vivem um sem o outro.
Embora discordem frequentemente.
Não sabem é que ocupam os lugares errados.
Ser, mais forte do que julga, vê-se diminuído pelas normas sociais criadas por outros Ters. Ainda assim, influencia Ter a tornar-se forte — tão forte que o próprio Ser se esquece de si mesmo e do que o move.
Ter, mesmo sabendo que pode sucumbir a qualquer momento, sente-se forte. As suas conquistas tornam-no sólido aos olhos dos outros. Mas, sem Ser, Ter não é ninguém — e não sobrevive por muito tempo.
Ser, com tempo, pode ganhar confiança e continuar a ajudar Ter.
Numa união sã, será apenas uma questão de equilíbrio.
Ter terá de ceder.
E Ser terá de se impor.
Sílvia Q. Sanches
Janeiro de 2016
domingo, 27 de dezembro de 2015
100 coisas que quero fazer antes de morrer
imagem retirada de:http://advesmiriam.com/things-to-do-before-i-die-list/nturou
- Visitar Amesterdão - Holanda;
- Fazer férias a pé de mochila às costas;
- Fazer o caminho de Santiago;
- Assistir a uma opera;
- Voar num balão de ar quente;
Pintar o meu auto retrato;- Comprar a minha máquina fotográfica e tirar partido dela;
Aprender uma língua nova e usá-la;- Passar um dia inteiro a comer o que me apetece sem culpas;
- Emagrecer sem engordar mais;
Inscrever-me no ginásio e não desistir;- Contar a alguém a história da minha vida;
- Organizar o meu álbum de fotografias;
- Fazer um inter-rail;
- Visitar a Polinésia;
- Fazer um voo de parapente ;
- Aprender Surf e surpreender o meu filho;
- Dormir num quarto com uma vista espantosa bem acompanhada;
- Aprender agricultura biológica;
Fazer um elogio a um desconhecido;- Aprender a confiar mais nos outros;
- Tomar banho numa cascata;
- Enviar uma mensagem numa garrafa;
- Andar de camelo no deserto;
Plantar uma árvore;- Participar num Flash Mob;
- Participar no Paris Dakar a conduzir uma moto ou um jeep, tanto faz;
- Aprender um estilo de dança, saber dançar;
- Andar no London-Eye;
- Aprender natação sincronizada;
Apaixonar-me perdidamente;- Ver o pôr e o nascer do sol num destino paradisíaco;
- Inscrever-me e concluir um curso superior;
- Escrever um romance;
- Andar de Gôndola em Veneza;
Fazer uma noitada e ir trabalhar no dia a seguir sem ter ido a casa;Gostar do que faço;- Aprender a tocar um instrumento musical;
- Ensinar alguém a ler;
- Fazer amigos noutro país;
- Receber estrangeiros e partilhar culturas;
Passar uma noite numa casa na montanha;- Fazer uma Passagem de Ano na Times Squere;
- Fazer uma roadtrip coast-to-coast em Portugal;
- Observar o céu com um telescópio;
- Frequentar um SPA e sair como nova;
Dormir sob as estrelas;Fazer um acampamento com amigos;Criar objectivos pessoais a longo prazo e tentar cumpri-los;- Andar na maior montanha-russa do mundo;
- Fazer uma batalha de bolas de neve;
- Passar um Carnaval no Rio de Janeiro;
- Passar outro Carnaval em Veneza;
- Fazer uma surf trip numa auto caravana;
Passar um dia inteiro a ler um livro;Perdoar alguém;- Aprender a fazer malabarismo com três bolas;
Visitar a Torre Eiffel;- Passar o Natal a viajar;
- Visitar o Grand Canyon Park;
- Ajudar pessoas a concretizar alguns dos seus sonhos;
Comprar casa própria;- Cultivar um jardim;
- Correr uma maratona;
Ter um filho;- Aprender a fazer cocktails;
Fazer mergulho;Visitar Roma e ver o Papa;- Ir a um festival de rock;
Dançar à chuva;- Viver pelo menos um mês num país estrangeiro;
- Construir um castelo de areia gigante;
- Ir a um clube de strip;
- Assistir a um grande evento desportivo como por exemplo os Jogos Olímpicos;
- Navegar num veleiro;
Casar;- Viver livre;
- Fazer um cruzeiro pelas ilhas gregas;
Fazer uma fogueira na praia com amigos;Transformar a casa sempre que me apetecer;- Dedicar-me à arte poder viver disso;
- Visitar a Grécia;
Cantar num coroGospel;- Juntar todos os meus amigos numa festa (nem que seja no meu funeral);
- Fazer um retiro meditativo;
- Andar a cavalo pela praia;
- Ver um espectáculo de bailado;
- Nadar com os golfinhos;
- Assistir a um musical na Broadway;
- Assistir a um concerto do Andre Rieu;
- Escalar uma falésia;
- Passar um Natal na Disney;
- Praticar
canoageme/ou rafting; - Fazer uma biblioteca de livros lidos por mim;
- Atravessar o país de bicicleta;
- Fazer amizade com alguém muito excêntrico;
Não lamentar o tempo perdido;- Conhecer os meus netos;
- Ver o meu filho feliz e bem sucedido na vida;
- Não perder a noção da vida.
sexta-feira, 13 de novembro de 2015
Casulo
Quando se chega a uma idade em que já pouco mais há para descobrir do mundo que se conhece…
Quando já nem há paciência para apreciar os pequenos pormenores, caindo-se no isolamento — talvez do próprio conhecimento…
No egocentrismo, por assim dizer.
E o egocentrismo não tem de ser, necessariamente, algo negativo.
O autoconhecimento é necessário, e uma pitada de egoísmo faz parte da lista de condimentos para um bom “cozinhado” pessoal.
Viver a vida a agradar os outros, mostrando que se é valente, capaz de ultrapassar obstáculos, resolvendo os problemas alheios e, ainda assim, sem conseguir alcançar o sentimento mais profundo de si mesmo… é triste.
É morrer aos poucos.
É como viver numa casca, num casulo, sem nunca desabrochar.
Há momentos para tudo.
E, por mais perfeccionismo que exista, há sempre algo que pode correr mal.
O inesperado.
E o castelo de cartas desmorona-se…
Seria maravilhoso um mundo perfeito.
Mas a perfeição não existe.
E o entendimento… é utópico.
Sílvia Q. Sanches
Novembro de 2015








