Posso parecer tolinha, palerma, domesticável, “porreirinha”…
Posso parecer pacífica — e até sou. Sou tudo isso até deixar de o ser.
No dia em que decido não ser, corto o mal pela raiz, doa a quem doer.
E não dói menos a mim… Mas é assim, como quem tem de arrancar um dente. Dói, mas passa.
Dedico-me às causas a 100%, de forma espontânea e descontraída.
Há quem não saiba entender e não respeite. Quando assim é, deixa de ser causa e passa a ser obrigação.
Nunca gostei de obrigações e não obrigo ninguém.
Sentindo que a minha presença deixa de ser desejada, retiro-me e espero reciprocidade.
Para obrigações já basta o dia a dia: o trabalho, a sociedade, as contas…
Amizades e amores têm de ser sentidos, desejados, espontâneos — não impostos friamente, nem por agenda.