Nada como umas férias longe do dia a dia
para fazer renascer o ser adormecido dentro de cada um de nós.
Sinto força.
Com os pés na areia surgem duvidas, reflexões, ideias... como grãos de areia. Sobre a areia viajo para onde a imaginação me leva. De pés na areia mantenho-me de pé... Caminho à beira deste mar, medito, escrevo e partilho ideias. Assim me vou descobrindo.
Nada como umas férias longe do dia a dia
para fazer renascer o ser adormecido dentro de cada um de nós.
Sinto força.
Rosalinda — Peniche, 1976.
A central nuclear não avançou.
Ainda bem.
No lugar, floresceu um empreendimento de luxo com campos de golfe.
Outra forma de toxicidade.
Preservou-se o mar,
alterou-se a paisagem,
encheram-se carteiras
e ocupam-se uns quantos ex-pescadores.
A Rosalinda cresceu, formou-se, emigrou e casou com um inglês.
Voltou de férias.
Veio ver o mar…
aprender a surfar.
Sílvia Q. Sanches
Agosto de 2014