A musica do José Afonso fez parte da minha infância. Cresci a ouvir Zeca e ainda hoje me emociono quando o ouço.
Com os pés na areia surgem duvidas, reflexões, ideias... como grãos de areia. Sobre a areia viajo para onde a imaginação me leva. De pés na areia mantenho-me de pé... Caminho à beira deste mar, medito, escrevo e partilho ideias. Assim me vou descobrindo.
segunda-feira, 25 de abril de 2016
Recordando o 25 de Abril
A musica do José Afonso fez parte da minha infância. Cresci a ouvir Zeca e ainda hoje me emociono quando o ouço.
sexta-feira, 22 de abril de 2016
Ao sabor da corrente
Num compasso marcado pelo calendário fiscal, incapaz de abrandar. de relaxar...
Um relógio biológico que se apressa...
Uma agenda cheia de coisas (in)úteis.
O compasso de espera...
A pressa...
O receio da chegada...
Já tão longe da partida.
Sílvia. Q. Sanches Abril 2016
sexta-feira, 15 de abril de 2016
A Vida
Inútil o desejo e o sentimento...
Lançar um grande amor aos pés d'alguém
O mesmo é que lançar flores ao vento!
Todos somos no mundo "Pedro Sem",
Uma alegria é feita dum tormento,
Um riso é sempre o eco dum lamento,
Sabe-se lá um beijo donde vem!
A mais nobre ilusão morre... desfaz-se...
Uma saudade morta em nós renasce
Que no mesmo momento é já perdida...
Amar-te a vida inteira eu não podia...
A gente esquece sempre o bem dum dia.
Que queres, ó meu Amor, se é isto a Vida!...
Florbela Espanca, in "Livro de Sóror Saudade"
Perdi os Meus Fantásticos Castelos
Como névoa distante que se esfuma...
Quis vencer, quis lutar, quis defendê-los:
Quebrei as minhas lanças uma a uma!
Perdi minhas galeras entre os gelos
Que se afundaram sobre um mar de bruma...
- Tantos escolhos! Quem podia vê-los? –
Deitei-me ao mar e não salvei nenhuma!
Perdi a minha taça, o meu anel,
A minha cota de aço, o meu corcel,
Perdi meu elmo de ouro e pedrarias...
Sobem-me aos lábios súplicas estranhas...
Sobre o meu coração pesam montanhas...
Olho assombrada as minhas mãos vazias...
Florbela Espanca, in "A Mensageira das Violetas"
quarta-feira, 13 de abril de 2016
Teorias
A vida é uma dúvida constante.
Acreditamos — ou guiamo-nos — por teorias de outros, cujas dúvidas os levaram a pensar.
Nada é certo.
São apenas teorias.
Desde a formação do Universo — cujas explicações são tantas — até à evolução das espécies…
Faz parte do ser humano querer saber, descobrir.
E é verdade que temos descoberto tanto através da partilha de informação e da troca de ideias.
Formaram-se correntes, linhas de pensamento, e cada um segue aquela com que mais se identifica.
Reais ou não, são as bases onde nos sustentamos e formamos cada ser — cada um diferente de qualquer outro.
Somos únicos.
Matrizes cujos moldes nunca serão reutilizados.
Mesmo que sejamos clonados, nem esses clones pensarão da mesma forma que nós.
Cada ser é um só.
Com as suas próprias dúvidas,
as suas certezas,
as suas teorias.
Sílvia Q. Sanches
Abril de 2016
domingo, 10 de abril de 2016
sábado, 26 de março de 2016
Amar!
Amar só por amar: Aqui... além...
Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente...
Amar! Amar! E não amar ninguém!
Prender ou desprender? É mal? É bem?
Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!
É preciso cantá-la assim florida,
Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar!
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder... pra me encontrar...

