Com os pés na areia surgem duvidas, reflexões, ideias... como grãos de areia. Sobre a areia viajo para onde a imaginação me leva. De pés na areia mantenho-me de pé... Caminho à beira deste mar, medito, escrevo e partilho ideias. Assim me vou descobrindo.
sexta-feira, 13 de maio de 2016
quinta-feira, 12 de maio de 2016
...ET...
Há dias em que me sinto uma autêntica extraterrestre.
Completamente fora de contexto, deslocada da realidade onde vivo.
Não me identifico com nada disto.
Vou-me adaptando.
Talvez seja esse o sentido da minha presença neste mundo.
Mas, sempre que ouço dizer que há vida noutro planeta…
fico tão feliz!
Afinal… não estou sozinha.
Sílvia Q. Sanches
Maio de 2016
quarta-feira, 11 de maio de 2016
Invasões
As invasões fazem parte da história mundial.
A cultura ibérica, tão característica, é sem dúvida resultado das diversas invasões sofridas ao longo dos séculos.
Está, por isso, intrínseco em cada ibérico — em cada português — um certo sentido de invasão, sobretudo do espaço alheio.
Mas, à semelhança das grandes invasões históricas, surge inevitavelmente uma reação contrária:
o impulso de repulsa…
e, sobretudo, de evasão.
Desperta-se, então, o desejo de autonomia.
Convém ter sempre presente que a grande lição de cada invasão é simples:
“A liberdade de cada um termina onde começa a liberdade do outro.”
Sílvia Q. Sanches
10 de maio de 2016
sábado, 7 de maio de 2016
Recordações
Silvia.Q.Sanches 8-01-2014
terça-feira, 3 de maio de 2016
Eutanásia
Quando se chega ao final da vida sem qualquer tipo de mobilidade, incapaz de comer pela própria mão ou de fazer uma qualquer das atividades da vida diária (AVD): levantar-se, lavar os dentes, vestir-se sozinho, etc… não há qualquer motivo para se permanecer a vegetar no leito de uma cama, literalmente a apodrecer. Todos temos direito a uma vida e morte digna.
Se a situação for irreversível para quê viver com o auxílio de máquinas?
A maioria da classe médica rege-se, essencialmente, pela saúde do doente o respeito absoluto pela Vida Humana desde o seu início e em não fazer uso dos conhecimentos médicos contra as leis da Humanidade, esquecendo que também que deve zelar pela dignidade do doente e acabar com a má qualidade de vida.
Desligar as máquinas que mantêm aqueles que se encontram em morte cerebral poderá provocar sofrimento, ainda que por pouco tempo e do ponto de vista religioso é considerado usurpação do direito à vida humana, afinal, todos temos direito à vida. É necessário o consentimento do interessado e por vezes isso não acontece mas desde que não haja qualquer esperança de vida, na minha opinião, deve ouvir-se o apelo do bom senso e não deixar que o capricho da ciência se sobreponha ao verdadeiro sentido da vida. Não havendo esperança de vida, a ciência deve sim, proporcionar uma morte digna e não um prolongar do sofrimento tanto do doente como de quem o rodeia.
A legislação também não ajuda, aquele que de alguma forma ajudar um doente a acabar com o seu sofrimento, poderá ser condenado por homicídio.
A eutanásia passou da simples lei do mais forte à capacidade de compreender o sofrimento alheio em que facto de ninguém ser igual a ninguém e haver diferentes formas de encarar a morte tem tornado este tema tão polémico.
Sou a favor da eutanásia desde que a condição do doente (velho, adulto ou criança), seja bem avaliada e não haja qualquer esperança de vida digna.
Sílvia Q. Sanches - Dez 2013
sábado, 30 de abril de 2016
Sou o que sou...
Sou despistada, teimosa, chata…
Umas vezes emotiva, muitas outras fria.
Difícil de aturar — nem eu me aturo.
Posso ser brusca, pouco assertiva, exigente.
Por vezes intolerante.
Impaciente.
Terei muitos outros defeitos dos quais não me recordo.
A falta de memória será mais um…
Mas, se não me aceitarem no pior do meu carácter,
seguramente não merecerão o melhor de mim.
Ao menos…
sei quem sou.
segunda-feira, 25 de abril de 2016
"If I Fell"
Would you promise to be true
And help me understand
Cos I've been in love before
And I found that love was more
Than just holding hands
If I give my heart to you
I must be sure
From the very start
That you would love me more than her
If I trust in you oh please
Don't run and hide
If I love you too oh please
Don't hurt my pride like her
Cos I couldn't stand the pain
And I would be sad if our new love was in vain
So I hope you see that I
Would love to love you
And that she will cry
When she learns we are two
Cos I couldn't stand the pain
And I would be sad if our new love was in vain
So I hope you see that I
Would love to love you
And that she will cry
When she learns we are two
If I fell in love with you
Recordando o 25 de Abril
A musica do José Afonso fez parte da minha infância. Cresci a ouvir Zeca e ainda hoje me emociono quando o ouço.
sexta-feira, 22 de abril de 2016
Ao sabor da corrente
Num compasso marcado pelo calendário fiscal, incapaz de abrandar. de relaxar...
Um relógio biológico que se apressa...
Uma agenda cheia de coisas (in)úteis.
O compasso de espera...
A pressa...
O receio da chegada...
Já tão longe da partida.
Sílvia. Q. Sanches Abril 2016
