Com os pés na areia surgem duvidas, reflexões, ideias... como grãos de areia. Sobre a areia viajo para onde a imaginação me leva. De pés na areia mantenho-me de pé... Caminho à beira deste mar, medito, escrevo e partilho ideias. Assim me vou descobrindo.
segunda-feira, 18 de julho de 2016
segunda-feira, 11 de julho de 2016
Crescer em liberdade I
A minha infância foi vivida numa época de grandes mudanças, causadas pela revolução do 25 de Abril. Os meus pais, como tantos outros da sua geração, viviam aquele espírito com muita intensidade e conseguiram transmitir-me o entusiasmo do momento.
Participei, com umas quantas dezenas de outras crianças, em atividades lúdicas ao ar livre organizadas pela então Casa da Cultura, no Parque D. Carlos I.
Desenhos e pinturas num papel de cenário desenrolado pelo chão do parque, trabalhar o barro ou a plasticina em grandes mesas — que alegria! —, ouvir concertos acústicos aos pés do Zé Barata Moura e do Zeca Afonso, saber de cor a Joana Come a Papa, o Olha a Bola, Manel e o Grândola, Vila Morena…
Tudo isto fazia parte da vida social de qualquer criança daquela época.
Eu não fui exceção.

quinta-feira, 7 de julho de 2016
Metamorfose
O tempo tem passado e eu crescido com ele — não ao ritmo dos outros, mas ao meu.
Todos os que, de alguma forma, têm feito parte da minha vida são como flores num prado colorido. Uns bem-me-querem, outros mal-me-querem, outros pouco e outros nada.
Todos contribuíram para o meu crescimento, assim como eu contribuí para o de outros.
Fazemos parte de uma paisagem complexa em que cada elemento é único e que, no conjunto, forma um todo.
Todos diferentes, todos iguais e sempre em metamorfose.
É num prado verdejante que me sinto a voar feliz contra o vento… e a cada dia num voo mais longo, mais perfeito.
Sílvia Q. Sanches
23 de julho de 2013
quinta-feira, 30 de junho de 2016
Ovelha Negra
terça-feira, 28 de junho de 2016
segunda-feira, 27 de junho de 2016
Raízes...
O meu lugar é aqui.
Enraizada neste mundo, neste espaço…
Rodeada de flores, aves, esquilos…
Umas vezes nua, outras vestida…
Soprada pelo vento, banhada pela chuva…
O sol e a lua.
Os cânticos dos que pousam e voam.
As marcas dos que em mim habitam.
O pólen das que me rodeiam.
Aqui estou.
Daqui não saio.
Sílvia Sanches
2014








