(Março de 2017)
A sociedade rege-se por tendências.
Somos seres sociais e são poucos os que conseguem manter ideias próprias o tempo todo.
Penso até que ninguém.
Há sempre um momento em que seguimos uma ou outra tendência, ditada por alguém influente ou nascida de um conjunto de situações que acabam por se transformar em moda dentro de determinado grupo.
Veja-se uma das comparações mais curiosas que ouvi nos últimos tempos:
“A homossexualidade é uma moda tal e qual como o sushi. Agora toda a gente quer experimentar: uns adoram, outros odeiam.”
Esta analogia fez algum sentido para mim.
Este discurso pode ser considerado tendencioso ou discriminatório, mas é apenas a minha forma de pensar.
Conheço alguns homossexuais que respeito e de quem sou amiga. No entanto, também observo uma tendência cada vez mais visível de alguns jovens assumirem posições apenas porque é moderno ou porque socialmente é mais aceite experimentar.
Vejo jovens casais de lésbicas, miúdas da escola do meu filho que não se assumem como tal, mas como bissexuais. Têm todo o direito de experimentar, claro, mas muitas vezes parece-me que ainda não sabem bem o que querem para assumir aquilo que quer que seja.
Da mesma forma que o sushi se tornou quase obrigatório num jantar entre amigos — nem que seja para provar uma vez na vida porque é moda — mesmo quem não gosta acaba por sentir a pressão de gostar.
Quase como se a tendência nos empurrasse para uma direção, apenas para não ficarmos de fora.
Perdoem-me os meus amigos e amigas homossexuais.
Perdoem-me também os que gostam de sushi, tal como eu.
Mas a verdade é que, por muito que rejeitemos ser comandados e por muito que defendamos ter ideias próprias, muitas vezes acabamos por não passar de meros carneiros a seguir o rebanho.




