quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Coisas que nos ajudam a ser felizes

1.Apaixonar-se.
2. Rir tanto até que as faces doam.
3. Um chuveiro quente num Inverno frio.
4. Um supermercado sem filas nas caixas.
5. Um olhar especial.
6. Receber correio (pode ser electrónico.....)
7. Conduzir numa estrada linda.
8. Ouvir a nossa música preferida no rádio.
9. Ficar na cama a ouvir a chuva cair lá fora.
10. Toalhas quentes acabadas de serem engomadas...
11. Encontrar a camisola que se quer em saldo a metade do preço.
12. Batido de chocolate (baunilha ou morango).
13. Uma chamada de longa distância.
14. Um banho de espuma.
15. Rir baixinho.
16. Uma boa conversa.
17. A praia.
18. Encontrar uma nota de 20 euros no casaco pendurado desde o último Inverno.
19. Rir-se de si mesmo.
20. Chamadas à meia-noite que duram horas.
21. Correr entre os jactos de água de um aspersor.
22. Rir por nenhuma razão especial.
23. Alguém que te diz que és o máximo.
24. Rir de uma anedota que vem à memória.
25. Amigos.
26. Ouvir acidentalmente alguém dizer bem de nós.
27. Acordar e verificar que ainda há algumas horas para continuar a dormir.
28. O primeiro beijo (ou mesmo o primeiro com novo parceiro).
29. Fazer novos amigos ou passar o tempo com os velhos.
30. Brincar com um cachorrinho.
31. Haver alguém a mexer-te no cabelo.
32. Belos sonhos.
33. Chocolate quente.
34. Fazer-se à estrada com os amigos.
35. Balancear-se num balancé.
36. Embrulhar presentes sob a árvore de Natal comendo chocolates e bebendo a
bebida favorita.
37. Letra de canções na capa do CD para podermos cantá-las sem nos sentirmos
estúpidos.
38. Ir a um bom concerto.
39. Trocar um olhar com um belo/a desconhecido/a.
40. Ganhar um jogo renhido.
41. Fazer bolachas de chocolate.
42. Receber de amigos biscoitos feitos em casa.
43. Passar tempo com amigos íntimos.
44. Ver o sorriso e ouvir as gargalhadas dos amigos.
45. Andar de mão dada com quem gostamos.
46. Encontrar por acaso um velho amigo e ver que algumas coisas (boas ou
más) nunca mudam.
47. Patinar sem cair.
48. Observar o contentamento de alguém que está a abrir um presente que lhe
ofereceste.
49. Ver o nascer do sol nos braços de alguem especial
50. Levantar-se da cama todas as manhãs e agradecer outro belo dia.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Montras

Uma manhã com a minha mãe.

Fomos às compras.
Ou melhor… ver montras.

Comprámos umas coisitas só para encher o ego, mas o que apetecia era comprar o centro comercial inteiro.
Consumistas!!!!!! ;P

Numa loja de roupa de criança, a minha mãe, enternecida ao ver roupinhas de menina (bebé), começou a dizer — como já disse tantas vezes — que eu tinha de tratar de lhe dar uma menina para ela vestir com aquelas coisas tão fofinhas.

Eu, sarcasticamente, respondi que podia comprar à vontade, que depois vestíamos o boneco careca que guardei da minha infância e que parece um autêntico bebé.

Fui um pouco brusca… mas ela já está habituada à filha que tem.

Mais à frente voltou ao assunto.

E eu respondi que estou velha para ter mais filhos.
Não que não me apetecesse… mas a vida não permite.
E, na verdade, já não estou para isso.

Mais uma vez fui dura.
Mas é um tema que me toca — e que me deixa desconfortável.

Então disse, quase sem pensar, como é meu costume:

— Um dia adopto uma menina.

E é verdade.

Para quê parir, se há tantas crianças abandonadas a precisar de alguém que lhes queira bem?

Às vezes acho até um acto egoísta querer colocar mais crianças no mundo quando há tantas à espera de uma oportunidade para serem amadas.

Li hoje no jornal que foi encontrado um bebé recém-nascido dentro de uma mala de viagem, junto a um contentor.

Que mãe é aquela?

Já que há quem não saiba amar, ao menos que haja quem queira aprender a amar os filhos dos outros como se fossem seus.

Confesso: se tivesse possibilidades, adoptaria uma ou duas crianças
e dar-lhes-ia todo o amor que elas aguentassem — tal como ao meu filho, que tanto amo.

Portanto, não me venham com tratamentos caríssimos de infertilidade, fecundações assistidas e outros métodos…

Respeito, é certo.

Mas também penso que, se cada casal que não consegue ter filhos adoptasse uma criança abandonada, as instituições não estariam tão cheias — e talvez não se falasse tanto em delinquência infantil.

É o que penso.

domingo, 4 de outubro de 2009

O que nos dizem os Idosos


Não tive tempo de publicar o que se segue no Dia Internacional do Idoso. Publico agora por considerar muito tocante. eu trabalho com eles e sei o que lhes vai na alma.


Felizes os que respeitaram as minhas mãos enrugadas e os meus pés deformados.
Felizes os que falaram comigo apesar dos meus ouvidos já não entenderem bem as palavras.
Felizes os que compreenderam que os meus olhos começaram a não ver e as minhas ideias a ficarem baralhadas.
Felizes os que com um sorriso perderam tempo a conversar comigo.
Felizes os que me ajudaram a lembrar coisas antigamente.
Felizes os que disseram que gostavam de mim e que eu ainda prestava para alguma coisa.
Felizes aqueles que me ajudaram a viver os últimos dias da minha vida.


(autor desconhecido)

Loucura vs Inteligência


Quando tive conhecimento do falecimento de uma Sra. que apesar de louca eu admirava, fiquei triste.
Não propriamente pela sua morte, acredito que tenha ido para um plano mais feliz onde será bem mais compreendida, mas pelo estado como acabou os seus dias, completamente auto-destruída.
A esquizofrenia é uma doença estúpida.
Pouco sei dessa doença, apenas o que vivenciei junto dessa Sra. e de algumas outras que julgo sofrerem do mesmo sem que alguma vez lhes tenha sido diagnosticada a dita maleita. Mas o que vi e ouvi daquela Sra. bastou-me para me questionar se pelo menos em algumas pessoas a inteligência em demasia não se torna prejudicial, elas são tão inteligentes, tão cultas, que acabam por provocar curto-circuitos nos neurónios, sei lá, confusões mentais e tornam-se loucas...ou será que é por serem já loucas que são tão complexamente inteligentes?
Será que é a inteligência que leva á loucura ou a loucura que leva á inteligência?

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

É quase Natal

Esta vida passa num instante.
Passa tão depressa que nem nos damos conta de que envelhecemos sem gozarmos o melhor que temos — as coisas simples da vida.

Trabalhamos para atingir e manter o que a sociedade nos impõe e nunca chegamos a alcançar o que realmente procuramos: a verdadeira felicidade.

Trabalha-se uma vida inteira em nome de uma carreira, de uma família, de um carro, de uma casa, de um status…
E o que se consegue?

Felicidade?

Não me parece que felicidade seja só isso.
Temos de nos sentir bem connosco próprios — só assim poderemos encontrar disposição para a verdadeira felicidade.

Levantamo-nos a correr — e os filhos também.
Vestimo-nos a correr — e eles também.
Comemos a correr, quando comemos.
Vamos a correr pôr os filhos à escola, despedimo-nos deles a correr.

Seguimos para o trabalho a correr.
Trabalhamos a correr.
Almoçamos a correr.
A tarde passa a correr.

Voltamos a correr para ir buscar os meninos, porque ainda temos de ir comprar qualquer coisa para o jantar — a correr — e fazê-lo também a correr.

Ir para a escola, a correr, comendo qualquer coisa pelo caminho.
E depois, um serão que passa a correr, com matéria dada a correr…

Voltamos para casa e dormimos a correr,
para no dia seguinte acordar a correr
e recomeçar a corrida do dia a dia.

Será isto que andamos à procura?

Para quê procurar ter mais e mais?

Não estará a felicidade na simplicidade da vida?
Na simplicidade das coisas… e das pessoas?

Mais uma semana passou.

Já é sexta-feira.
E já estamos quase no Natal, outra vez.

Mais um ano… quase passado.

Medos

Nem todos os dias acordamos com a mesma disposição, é certo.
Também é certo que ninguém consegue manter sempre o mesmo humor o tempo todo.
Variações de humor fazem parte da natureza humana, eu sei!
Agora o que eu tenho medo é das minhas variações tão repentinas, assusta-me, pronto!
Assim como tenho dias em que vivo com muita intensidade tudo o que faço, tenho outros em que me borrifo redondamente para tudo o que me rodeia e vivo apenas porque estou viva e tenho de viver.
Assim como tenho dias em que acordo com toda a energia do mundo para fazer desporto, brincar com o meu filho, trabalhar, enfim, tudo… tenho outros que só me apetece ficar na cama e dormir, dormir, dormir…
Sempre fui temperamental, mas com o avançar dos anos, os problemas diários, os stresses da vida, tem-se agravado, e não ando a gostar.
Tenho dias que não gosto mesmo nada de mim.
Quem esta perto de mim é que me atura. E não esta certo.
Tenho-me questionado, ultimamente, sobre tudo isto e se não andarei a precisar de uma ajudinha profissional. Mas também me considero suficientemente forte para saber superar esse tipo de problemas sem me deixar ir abaixo. Acho!
A uns tempos dei comigo a chorar compulsivamente ao ver a reportagem que deu na SIC sobre a bipolaridade. Não sei porque mas não gostei das coincidências. Não quero pensar no assunto, não quero mesmo! Mas fiquei muito apreensiva com isso.
Mas a vida continua, não é?

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Os direitos Humanos


A uns meses atrás andei a coleccionar pacotes de açúcar da Delta cafés. Vinham lembrar-nos dos direitos humanos e eu achei muito interessante.
Dos que consegui guardar vou publicar e comentar:

* Ninguém pode sofrer intromissões sem razão na sua vida privada, na sua família, no seu domicílio ou na sua correspondência, nem ataques à sua honra e reputação. (pois isto é o que mais acontece! O que mais falta aí é gente a intrometer-se nas nossas vidas e a violar a nossa privacidade!)

* Ninguém pode ser obrigado a fazer parte de uma associação. (Pois claro, era o que mais faltava!)

* Toda a pessoa tem o direito a propriedade. (lol, de preferência uma das grandes no Alentejo)

* Toda a pessoa tem o direito a um nível de vida suficiente para lhe assegurar a si e a sua família a saúde e o bem-estar. (então e porque é que nem todos temos isso?)

* Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. (É mesmo isso que vemos todos os dias, não é? :P)

* Toda a pessoa tem o direito de tomar parte livremente na vida cultural da comunidade e participar activamente no progresso científico. (isso se nos deixassem!)

* Toda a pessoa acusada presume-se inocente até que a sua culpa fique legalmente provada. (pena que a justiça seja tão lenta)

* Todos têm direito, sem descriminação alguma, a salário igual por trabalho igual. (lol, lol, é mesmo assim que acontece, não é?)

* Toda a pessoa, como membro da sociedade, tem direito à segurança social. (Yah! Vê-se!)

* Toda a pessoa tem o direito a abandonar o país em que se encontra, incluindo o seu, e o direito de regressar ao seu país.•
* Toda a pessoa sujeita a perseguição tem direito de procurar asilo noutros países.

* Toda a pessoa tem direito de circular livremente e escolher a sua residência no interior de um estado. (se me deixassem!!!)

* Todos têm direito de casar e constituir família. No casamento ambos os cônjuges têm direitos iguais. (Pois, Pois, Pois!)

* Toda a pessoa tem direito de acesso, em condições de igualdade, às funções públicas do país. (De preferência se tiver padrinhos, claro!)

* Os pais têm direito a escolher o tipo de educação que querem dar aos filhos. (então porque é que os outros se metem tanto?)

* Todos os seres humanos podem invocar os direitos e as liberdades proclamados na Declaração Universal dos Direitos do Homem, sem distinção alguma. (Direitos do Homem, pois! Não da mulher!:(!)

* Nenhuma sociedade, nenhum ser humano, em nenhuma parte do mundo, pode permitir-se destruir os direitos descritos na Declaração Universal dos direitos do homem. (Pois claro! Mas isso não acontece)


Pena que todos estes direitos não passem de utopias, não saiam do papel, porque a nossa realidade, infelizmente é outra: Olho por olho, dente por dente!

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Politiquices

Uma vez tive uma acesa discussão com um amigo, via SMS, por causa da política.

Ele acusava o Sócrates e toda a classe política por todas as nossas desgraças, mas eu discordei.

Entrámos então num autêntico debate político.

Ele lamentava que, por causa do Sócrates, este país estivesse como está.
Eu, sem querer defender o primeiro, dizia que ele não tinha culpa de tudo, porque o problema não é de agora.

Depois já falava do Soares e do que o Sr. poderia ter roubado ao Estado para a sua fortuna pessoal… e blá, blá, blá…

Eu respondi — e responderia de novo, porque é esta a minha opinião sobre o estado da política atual — que o maior problema não está nos políticos, mas em nós.

No povinho tuga.

Sabemos lamentar-nos e criticar os outros, mas não arregaçamos as mangas para lutar por um futuro melhor. Perdemos tempo a olhar para os erros alheios e, em vez de aprender com eles, limitamo-nos a dizer mal.

Assim não vamos longe.

Estamos sempre à espera de subsídios, donativos, esmolas… mas fazer algo para deixar de depender disso — não se faz.

Caramba!

Está bem que a classe política não cumpre como devia.
Mas… quem os elegeu?

Queríamos gente mais capaz?

Então, quando os nossos pais lutaram pelo 25 de Abril e conquistaram a liberdade política, cabia-nos continuar essa luta — participar, cuidar, valorizar essa conquista.

Mas não.

Agimos como quem recebe uma herança sem saber o seu valor…
e a estoura em pouco tempo.

É triste pensar nisto, porque, olhando para trás, vejo que — tal como muitos outros — também eu pouco fiz. Entrei no jogo do “faz como vês fazer”.

Mas está errado.

Deram-nos uma herança.
Devíamos saber geri-la.

Nada de lamentos fadados.
Nada de críticas destrutivas.

Comecemos por nos valorizar a nós próprios — e, por consequência, o nosso meio.

Será assim tão difícil voltar a acreditar que somos uma grande nação?

Por isso, hoje fui votar.

Não sei se bem…
mas votei.

E isso já é alguma coisa.

Agora, só tenho pena de que até para debater política com um amigo já seja por SMS — e eu também me juntei a isso.

Cada vez nos encontramos menos pessoalmente.

Tenho saudades de estar com o pessoal — de dar murros na mesa, de ver as expressões, de rir das nossas próprias patetices, de beber um copo juntos.

Andamos muito virtuais.

Um dia destes, nem para dormir com alguém vai ser preciso…
fazemos como num filme do Woody Allen: ligam-se uns fios à cabeça, entra-se numa cabine tipo duche e, passados cinco minutos, sai-se de lá satisfeito!

Já estamos quase assim…

domingo, 27 de setembro de 2009

Dia de eleições

Recordo da infância que em dia de eleições a família se unia bem cedinho, todos bem aperaltados, e rumava a escola secundária para religiosamente votar. Lembro-me de ver os meus avós muito convictos do seu dever cívico. Eu, pequenita, vivia aquele entusiasmo dos adultos como se percebesse muito do que se passava. Depois de depositados os papelinhos mágicos naquelas caixas negras que se assemelhavam a mealheiros gigantes seguia-se, como que gratificação, um belo passeio em família com direito a almoço num qualquer restaurante num qualquer destino, de preferência, junto ao mar. Era giro! Afinal para uma criança que de política pouco percebe o mais importante era realmente o passeio.
Hoje já não se vai votar em bloco, cada um vai por si e já não se vai passear nem almoçar fora mas, constatei, com certa piada, que voltei a viver aquele ambiente de convicção no dever cívico de uma freguesia (quase) inteira em romaria aquela escola. Agora como votante e mãe imagino que daqui a uns aninhos o meu pequeno futuro eleitor, recorde a maneira dele um dia tão, carismático como o dia em que o povo ainda tem alguma oportunidade de escolha.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Golfe & Caldo Verde


Li recentemente numa revista: “Golfe português no top mundial. Portugal é um dos melhores destinos mundiais de golfe”, refere o gotravelinsurance.co.uk.

Citando a Association of Independent Tour Operators (Aito), o site afirma:
“O Algarve tem uma das maiores concentrações de campos de alta qualidade da Europa.”

Aconselha-se ainda uma visita aos campos do Estoril e Sintra.

Oh, meus amigos!… Isto é um gozo à malta!

Está bem que temos de nos virar para o turismo.

Mas para quê o golfe?

Para quê campos relvados a perder de vista se nem as cabrinhas lá podem pastar, sujeitas a levar com uma bolada nos cornos?

Ponham mas é essa malta dos tacos com uma enxada na mão a fazer algo de positivo pela crise mundial na agricultura!

Se continuam a fazer campos de golfe desta maneira, e os campos de cultivo cada vez menos trabalhados, qualquer dia temos mesmo de comer a relva cortadinha dos campos de golfe.

E olhem que já será muito bom…

Sempre passa bem por caldo verde!

Sílvia Q. Sanches




Do golfe ao caldo verde

Li, a uns temos, numa revista de domingo do correio da manhã:" Golfe português no top mundial. "Portugal é um dos melhores destinos mundiais de golfe", refere o gotravelinsurance.co.uk. Citando a Association of Independent Tour Operators (Aito), o site afirma: " O Algarve tem uma das maiores concentrações de campos de alta qualidade da Europa".
Aconselha-se uma visita aos campos do Estoril e Sintra."

Oh meus amigos!... Isto é um gozo a malta! Esta bem que temos de nos virar para o turismo.
Mas para quê o golfe?
Para quê campos relvados a perder de vista se nem as cabrinhas lá podem pastar sujeitas a levar com uma bolada nos "cornos".
Ponham mas é essa malta dos tacos com uma enxada na mão a fazer algo de positivo pela crise mundial na agricultura.
Se continuam a fazer campos de golfe desta maneira, e os campos de cultivo cada vez menos trabalhados qualquer dia temos mesmo de comer a relva cortadinha dos campos de golfe.
E olhem que já será muito bom, sempre passa bem por caldo verde!

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

É preciso coerência...

Um dia destes chamaram-me a atenção para a coerência.
Que é preciso coerência nos actos e no que se diz, e que eu por vezes sou incoerente.
Fiquei a pensar nisso até hoje e resolvi "esmiuçar" a palavra coerência para ver se entendia bem a acusação que em tudo me parecia injusta.

Comecei por ver no dicionário que diz: Coerência 1 Ligação ou harmonia entre dois factos ou duas ideias; lógica; conexão; 2 regularidade no modo de agir, de sentir, etc. * Coerência textual propriedade de um texto que garante a sua unidade global e que depende tanto da intencionalidade do autor/locutor como da capacidade e das estratégias interpretativas do leitor/receptor.

Coerênte aquele que age com coerência.

Bem, vamos lá ver então se sou coerente neste meu pensamento.
*Dois factos, duas situações idênticas e a mesma forma de pensar (objectivo: não querer guerras e provocações) é ser incoerente?
*Deixar sempre claro que não gosto que me manipulem é não ser coerente?
*Saltar de uma situação que só iria provocar dor e sofrimento a muita gente, especialmente aos que mais se preza, é não ter coerência?
Pois de facto se calhar não fui realmente coerente comigo própria quando acreditei que podia transformar uma ilusão numa realidade e quando me deixei levar por mentes argutas que me toldaram temporariamente a minha verdadeira essência.
Posso não ser coerente em tudo o que penso ou faço, mas no meu entender, mudar de opinião em relação a um determinado assunto não é ter falta de coerência, é simplesmente evoluir, ou então a ciência e até a língua com que nos expressamos seriam igualmente incoerentes, ou estarei eu a cometer uma incoerência com esta minha linha de pensamento?
Há uma coisa de que me orgulho de ser mesmo coerente, é o facto de ser um espírito livre e não deixar que me privem de pensar como penso. Sou complexa, é certo, mas quem me conhece verdadeiramente sabe que o que eu procuro é amizades sem qualquer interesse e em que a harmonia contagie todos quanto me rodeiam sem qualquer esforço.

Sou uma lírica, eu sei! Se isso é ser incoerente então eu sou.

Mas o que é preciso é ser coerente, de preferência com nós próprios e com os que queremos ver bem.