(fevereiro de 2017)
A vida é feita de apegos e desapegos, e há que fazer escolhas.
O que foi ontem não é hoje, e o que é hoje poderá não ser amanhã. Estamos em permanente mudança, e isso faz parte da evolução de cada um de nós.
Somos o que somos e, sem mudar a nossa essência, podemos mudar de gostos, vontades… faz parte do crescimento individual.
Fazemos parte de um todo, de uma sociedade com regras, dogmas e imposições várias. Mas nada nem ninguém poderá impedir outro alguém de tentar encontrar o seu próprio caminho.
Ainda que, aos olhos dos outros, esse caminho não seja o melhor, cabe ao próprio decidir isso.
Cada um é dono de si, e a responsabilidade das suas escolhas cabe-lhe a si mesmo. Ninguém se deve sentir responsável por ninguém.
A partir do momento em que os pássaros aprendem a voar e a procurar a sua própria comida, são postos fora do ninho e levados a construir o seu próprio abrigo — cada um por si.
Proteger as “crias” em exagero, dando-lhes de comer em vez de as ensinar a pescar, é, na minha opinião, um dos piores erros que a sociedade atual comete.
Cuidado e preocupação, sim. Carregar filhos crescidos, capazes de fazer meninos, não.
Somos responsáveis pelos filhos enquanto menores. Ainda assim, também eles têm a sua personalidade — e, se não a têm, estará na hora de a estimular.
O mesmo digo em relação à preocupação pelos mais próximos. Por vezes há a tendência de decidir pelos outros coisas que só eles podem decidir.
Ninguém é responsável por ninguém. Repito: cada um deve decidir por si e para si.
Nada de esperar nada de ninguém.
Vamos lá ser responsáveis.




