sábado, 21 de outubro de 2017

Vozes de burro...

(21/10/2017)

Constantemente me deparo com situações “in”esperadas — ou talvez nem tanto.

Vivo a vida por mim, para mim e para o meu bem-estar, vigiando de perto o crescimento e a aprendizagem “da minha cria”, desejando-lhe o melhor sem lhe cortar as asas. Porque é assim que entendo que deve ser.

Não me interesso pela vida de ninguém. Entendo que cada um deve utilizar a sua energia com a própria vida.

Talvez por haver demasiada dispersão sobre a vida de outrem haja pessoas que sofrem de distúrbios a que eu chamo de saloiice, ignorância e estupidez natural.

Não será melhor concentrarem-se nas próprias vidas, solucionarem os seus próprios problemas, em vez de falarem do que não sabem e ainda acrescentarem muitos pontos?

Será que a vida das pessoas é assim tão desinteressante para se dedicarem à dos outros?

Ou será a minha vida assim tão interessante que mereça todo esse protagonismo?

Vivam e deixem viver!


domingo, 15 de outubro de 2017

...sem principio nem fim...

(15 de outubro de 2017)

Título de um livro que leio quando preciso.

Sim, não é um romance. É um conjunto de conversas onde encontro respostas para coisas banais da vida.

A vida não é para ser entendida, eu sei. A vida é para ser vivida, aproveitando cada dia, cada momento ao máximo. Não sabemos quando será o fim. Pode ser hoje, amanhã ou daqui a muito tempo, não sei.

Só quero poder viver como desejo, ou como penso que desejo. Sem apegos.

Soltar.
Entregar.
Deixar ir.

Deixar partir.
Fluir.

Viver no presente.
Sem o peso do passado.

Sem expectativas para o futuro.

Saber os meus limites.

Passar pela vida como uma turista numa viagem de mochila às costas.

Sem posses.
Sem medo.
Sem culpas.

Apreciando apenas o vento no rosto, os cheiros, as cores, as pessoas.

Andar sem destino, mas com sentido.

Certo ou errado? Não sei.

Deixar para trás coisas que outrora se julgavam importantes. Soltar amarras. Abrir gaiolas. Voar e deixar voar.

Aprender coisas novas, conhecer outras pessoas.

Acredito que, quando nos sentimos capazes de deixar partir aquilo que já não nos acrescenta nada e que não podemos mudar, nos tornamos mais fortes e mais capazes de encontrar a felicidade.

A felicidade é subjetiva, eu sei. Depende das expectativas de cada um de nós perante o que se tem e o que se quer.

Querer e ter facilmente pode ser felicidade para muitos. Para mim tem muito mais sabor quando se consegue pelo próprio esforço.

Desagrada-me o que me é oferecido sem que eu peça.

Mas também não sei pedir.

Nesta vida só temos um propósito: viver.

Não levamos mais do que aquilo que vivemos, sentimos…

As coisas ficam. Ou se dão por querer, ou não terão qualquer sentido.

Não interessa onde nasci, nem onde e quando morrerei.

Interessa viver…

…sem princípio nem fim…



Expectativas

(15 de outubro de 2017)

Diariamente mentalizo-me de que não devo viver de expectativas.

Mas é diariamente que me contradigo e alimento esperanças, suposições, imagens ilusórias.

Constantemente dou comigo a esperar dos outros uma forma de retorno.

A verdade é que cada um só dá o que pode e sabe dar.

Não posso exigir nada à imagem do que espero.

Não devo.

Ninguém me pediu que eu desse.

Dei porque quis.

Não posso exigir retorno.

O retorno será espontâneo e eu devo saber aceitá-lo.

Digo isto em forma de oração.

Faço-o em forma de lamento…

Talvez sem motivo, talvez injusto para com os outros e comigo mesma…

Mas sentido