quinta-feira, 27 de janeiro de 2022

Capricórnio… ou apenas eu?

 Li recentemente um texto sobre o signo de Capricórnio que dizia, entre outras coisas, que somos vistos como pessoas frias, pouco empáticas e até rudes.

Pode haver ali um fundo de verdade.

Ou talvez seja apenas uma forma simplista de explicar aquilo que, na realidade, é muito mais complexo.

Depois de o ler, dei por mim a pensar.

Será do signo?

Ou será apenas feitio?

Acabo de sair de uma aula de Inteligência Emocional e já estou aqui a expor uma questão que, ironicamente, talvez não seja assim tão inteligente.

Mas se aprender a gerir emoções passa por refletir sobre aquilo que sentimos, então vale a pena pensar.

Nunca fui de impor a minha presença.

Sempre que sinto que não sou desejada, afasto-me.

Também me protejo de quem não me faz bem.

Sou permeável às pessoas.

As boas energias aproximam-me.

As más cansam-me.

Prefiro a luz.

O sol.

Pessoas que irradiam tranquilidade, que sabem olhar para si antes de apontarem o dedo aos outros.

Os defeitos alheios nunca me preocuparam muito.

Os meus... esses conheço-os bem.

Sou muito mais dura comigo do que alguma vez fui com os outros.

E quando me sinto pisada, incompreendida, esquecida ou ignorada...

hesito.

Dou oportunidades.

Questiono-me.

Mas, quando percebo que já não faz sentido, afasto-me.

Não por falta de sentimentos.

Mas por respeito por mim própria.

Chamem-lhe frieza.

Chamem-lhe orgulho.

Chamem-lhe mau feitio.

Eu prefiro chamar-lhe amor-próprio.

Porque, acima de tudo, gosto de poder dizer:

sou livre... e continuo a ser eu.

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