Li recentemente um texto sobre o signo de Capricórnio que dizia, entre outras coisas, que somos vistos como pessoas frias, pouco empáticas e até rudes.
Pode haver ali um fundo de verdade.
Ou talvez seja apenas uma forma simplista de explicar aquilo que, na realidade, é muito mais complexo.
Depois de o ler, dei por mim a pensar.
Será do signo?
Ou será apenas feitio?
Acabo de sair de uma aula de Inteligência Emocional e já estou aqui a expor uma questão que, ironicamente, talvez não seja assim tão inteligente.
Mas se aprender a gerir emoções passa por refletir sobre aquilo que sentimos, então vale a pena pensar.
Nunca fui de impor a minha presença.
Sempre que sinto que não sou desejada, afasto-me.
Também me protejo de quem não me faz bem.
Sou permeável às pessoas.
As boas energias aproximam-me.
As más cansam-me.
Prefiro a luz.
O sol.
Pessoas que irradiam tranquilidade, que sabem olhar para si antes de apontarem o dedo aos outros.
Os defeitos alheios nunca me preocuparam muito.
Os meus... esses conheço-os bem.
Sou muito mais dura comigo do que alguma vez fui com os outros.
E quando me sinto pisada, incompreendida, esquecida ou ignorada...
hesito.
Dou oportunidades.
Questiono-me.
Mas, quando percebo que já não faz sentido, afasto-me.
Não por falta de sentimentos.
Mas por respeito por mim própria.
Chamem-lhe frieza.
Chamem-lhe orgulho.
Chamem-lhe mau feitio.
Eu prefiro chamar-lhe amor-próprio.
Porque, acima de tudo, gosto de poder dizer:
sou livre... e continuo a ser eu.
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