"Capricornianos podem ser vistos como a personificação da rudeza e da falta de empatia por muita gente, que até pode estar certa. Eles parecem não ter paciência para ensinar e eliminam pessoas de suas vidas como se não tivessem importância alguma. Para muitos, esse comportamento é apenas um sinal de que o seu interior é obscuro, mas, na realidade, a razão pode ser mais complexa.
Esses representantes almejam muito por uma vida de sucesso e querem ser os melhores em tudo o que fazem. Por já terem sido enganados por seus atos de bondade e gentileza, aprenderam que precisam agir mais com a razão; por isso são, por vezes, grosseiros — uma forma de evitar serem enganados novamente. Não são pessoas fáceis de se conviver."
(Texto retirado de um site de horóscopo)
Depois de ler este texto, que pode ter o seu quê de verdade, penso que, seja por tendência do zodíaco ou mesmo por mau feitio, tenho-me afastado de várias pessoas ao longo da minha vida.
E porquê?
Acabo de sair de uma aula de inteligência emocional e já estou a expor esta questão — de certo modo, pouco inteligente.
Mas se, para chegar a um bom nível na gestão das emoções, devemos refletir sobre o porquê dos acontecimentos, nada como meditar aqui sobre essa questão.
Não sou de impor a minha presença sempre que sinto que não sou desejada.
Também me defendo, afastando-me de quem não me faz bem emocionalmente.
Sou um pouco permeável e as energias, positivas ou negativas, influenciam-me.
Prefiro a luz, o sol, pessoas radiosas, positivas e que não critiquem sem antes olhar para os seus próprios defeitos.
Não me preocupam os defeitos dos outros — também tenho os meus, muitos.
Sou cruel, dura, às vezes — muitas vezes — comigo própria.
Se me sinto pisada, incompreendida, esquecida ou ignorada, desligo.
Desligo de vez. Não sem antes hesitar muito, às vezes até demais.
Mas quando desligo, é de vez.
E hoje, ao ler o texto sobre o comportamento do capricórnio, fiquei pensativa.
Afinal, é do signo?
Ou é mesmo mau feitio?
Para mim, é o meu amor-próprio a funcionar.
E digam o que disserem — fria, cruel, rude ou antipática — é a minha reação.
Não sei se isso é inteligência ou apenas feitio.
Sei apenas que é a minha forma de continuar livre e senhora do meu nariz.