Sou uma omnívora inveterada. Por muito que tente, não sei ser de outra maneira.
Bem tento fazer comida vegetariana, fugir da carne, das “cenas” de origem animal, mas é difícil. Está entranhado em mim.
Gosto de comer o que me agrada à vista, ao olfato e ao paladar. Não sigo fundamentalismos.
Afinal, desde a origem que o ser humano, para sobreviver, comia o que apanhava ou caçava. Logo, é isso que faço.
Não concordo com a produção em massa e com a matança desenfreada, mas também sei que, para quem vive em sociedade, é o que é possível.
Já não somos nómadas, nem caçamos para comer.
Comer apenas produtos de origem vegetal, no fundo, vai parar ao mesmo. Também se produz em massa e continuam a existir excedentes que só não são aproveitados e distribuídos pela população mais carenciada porque as políticas não o permitem.
Tem sempre de haver uma população dominante.
É a lei do mais forte em tudo.
Sou omnívora, sim.
Não consigo viver sem os derivados do leite, sem os ovos, sem as frutas, sem os legumes, sem os peixes.
Posso viver sem carne a maior parte do tempo, mas há sempre uma altura em que o corpo pede. Faz parte da nossa essência.
Comer de tudo, sem exagero, sem gula, sem ganância, sem preconceitos ou fundamentalismos.
Saber gerir, como em tudo na vida.
Equilíbrio.
